30 Junho  ERP: o motor da empresa
 
Fonte: Diário do Comércio.


Por Irene Barella

Micro, pequeno, médio ou grande. Não importa o tamanho, a gestão empresarial ocupa lugar de destaque em uma organização e envolve desde o processo de vendas, financeiro, comunicação com o mercado e com clientes, produção até a distribuição. Esse processo deve ser contínuo, equilibrando o consumo de recursos existentes para se construir uma arquitetura de negócios mais competitiva.

Com pouco recurso e tempo para pensar em todas essas questões, as PMEs (pequenas e médias empresas), de forma geral, passam a ser vítimas da própria condição. "Vale a pena destinar um tempo para buscar respostas e organização, mesmo com falhas", aconselha Daniel Domeneghetti, CEO do Dom Strategy Partners. Para ele, gerir é lidar de forma tima com os recursos existentes, maximizando valores e resultados.

Entre os desafios do segmento estão a necessidade de profissionalização, melhoria de processos e o uso mais intenso e direcionado de tecnologias. Como se não bastassem, ainda, se depara com a competição de grandes redes, com os mecanismos de pesquisa de preços e as vendas pela web.

Hoje, para se manter competitivo é preciso encontrar maneiras inovadoras que não estejam norteadas unicamente por preço. Portanto, deve-se avaliar novas abordagens e tecnologias de gerenciamento no sentido de otimizar o controle do comércio, organizar e agilizar as relações com toda a cadeia, reduzindo custos e aumentando o lucro.

Preparado para competir
"O segmento de varejo é extremamente competitivo e os pequenos precisam se profissionalizar, seja para competir ou para ser vendido", acredita Elia Chatah, diretor de Soluções para Varejo da SAP Brasil.

Segundo Alberto Menache, diretor presidente do Grupo Linx, que oferece soluções informatizadas para gestão de empresas de varejo e atacado, a necessidade mais imediata em TI das PMEs é obter um sistema para vendas, controle de estoque, pagamentos e recebimentos. "À medida que cresce, de 3 a 5 lojas, já precisa consolidar informações e se preocupar com lucro, e não só com caixa", diz Menache. Nesse caso, a gestão se sofistica com demonstrativos de resultados, logística, CRM (relacionamento com cliente) e mala direta.

Ao evoluir ainda mais, a empresa deve buscar sistemas de contabilidade e módulos integrados; comércio eletrônico e softwares mais completos, que acompanhem a diversificação do negócio. "A própria atividade comercial torna-se mais complexa, podendo chegar à oferta de produtos financeiros", explica Menache.

Vale ressaltar que antes de tecnologia, a gestão tem base em processos. Portanto, a TI vai automatizar ações e, em função da complexidade e do mapeamento dos processos críticos, se dará a escolha – ou não –, dos sistemas de gestão. "A TI nesse processo de aperfeiçoamento à gestão de negócios é indispensável", salienta Marcelo Murilo, diretor de operações da Benner Sistemas. Acompanhar o que o mercado está praticando é uma boa pedida.

Quem já usa
Com o objetivo de agilizar o processamento das rotinas e relatórios, ganhar produtividade e obter resultados mais precisos e confiáveis, a paranaense Rezzum, empresa de confecções, adquiriu o Linx Global Fashion 7.0 e o LinxPows (sistema para frente de loja), da Linx Sistemas.
De acordo com dados da empresa, houve ganho de tempo de até três vezes nas principais rotinas, flexibilidade e praticidade na utilização dos sistemas e cumprimento de prazos. A solução da Linx, em cinco meses, permitiu à Rezzum integrar seus processos, desde a produção, a aquisição de material, até o pagamento de duplicatas.

Com sede em Floraí e fábrica em Maringá, a Rezzum conta com cinco lojas, sendo uma delas em Brusque, SC.

Outro caso vem da Assai Atacadista, distribuidora paulista de gêneros alimentícios. Com 30 lojas em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, a empresa adquiriu uma solução de business intelligence (BI) da MicroStrategy e cita os ganhos alcançados com o uso: agilidade em se obter informações, a qualidade dos relatórios e melhor retorno nas negociações com os fornecedores.

O sistema de inteligência de negócios reúne ainda informações financeiras, contábeis e fiscais, e é empregado em um projeto que utiliza a base de dados de produção do sistema de Frente de Caixa (PDV), disponibilizando informações em tempo real sobre as vendas de cada uma das lojas, por produto, forma de pagamento, horário e promoções.
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